Transtorno do Pânico: Muitas pessoas já se sentiram em “pânico”, uma expressão muito usada na vida diária. “Vi que o dinheiro não ia dar e entrei em pânico!” Neste sentido ele significa medo. Para a Psicologia e Psiquiatria, diferenciamos o pânico do medo, e em geral usamos a expressão ”ataque de pânico”.O medo tem um motivo claro, é uma reação vivencial, e o ataque de pânico não. Ele acompanha muitas doenças, especialmente a Síndrome do Pânico, que consiste em um certo número de ataques de pânicos experimentados pelo indivíduo em um determinado período. Pânico é um problema da esfera da ansiedade que cerca de uma em cada 75 pessoas pode sentir. Em geral, ele aparece durante a adolescência ou início da idade adulta, quando entramos na faculdade, casamos, temos filhos, conseguimos trabalho, a responsabilidade aumenta… Há algumas evidências de uma predisposição genética e se um familiar sofreu de transtorno do pânico é maior a incidência nesta família.
Os sintomas de um ataque de pânico incluem: Dificuldade para respirar, sensação de ar insuficiente, Coração disparado, Terror que é quase paralisante Tonturas, vertigens ou náuseas Tremores, sudorese (suor), agitação, Engasgo, dores no peito, Arrepios bruscos, Formigamento nos dedos dos pés, Medo de que está enlouquecendo ou prestes a morrer, Sensação de pisar nas nuvens. Durante um ataque de pânico, esses sintomas surgem do “nada”. Ocorrem em situações aparentemente inofensivas, até dormindo. Ela ocorre sem qualquer aviso e sem qualquer forma de pará-la. O nível de temor é desproporcional em relação à situação real, muitas vezes, na verdade, é completamente independente. Ele passa em poucos minutos, o corpo não pode sustentar a “luta ou fuga” mais do que isso. No entanto, os ataques repetidos podem continuar a se repetirem durante horas. O ataque de pânico não é perigoso em si, mas é aterrorizante pois o indivíduo sente-se para enlouquecer, desesperado, prestes a morrer. Além disso muitas vezes leva a outras complicações, como fobias, depressão, abuso de substâncias, complicações médicas, mesmo suicídio. Seus efeitos podem variar de um leve prejuízo social para uma total incapacidade de conduzir sua vida. De fato, as fobias que as pessoas com transtorno do pânico desenvolvem não provêm dos receios de objetos ou eventos reais, mas sim do medo de ter outro ataque. Nestes casos, as pessoas vão evitar determinadas situações porque receiam que estas coisas vão disparar outro ataque. Muitas pessoas com transtorno do pânico têm comportamento de evitação ou fuga associados ao pânico. Por exemplo, você pode ter um ataque enquanto estiver dirigindo, e começar a evitar a condução até se desenvolver uma verdadeira fobia de dirigir.
TRATAMENTOS
Transtorno do pânico é altamente tratável, com a Terapia Cognitivo comportamental. Sem tratamento pode levar a consequências graves. Há combinação de farmacoterapia (medicamentos) com terapias cognitivas e comportamentais são o melhor caminho. Busque um profissional Psicólogo. Valdira valadares